José Francisco Mallmann retornará a Brasília para assumir uma nova função na Secretaria Nacional de Justiça. Ele foi convidado pelo Ministro da Justiça, Tarso Genro, para gerenciar a área de projetos da secretaria.
Mallmann promete empenho dentro do ministério para que os projetos encaminhados pelo Estado sejam contemplados, principalmente em relação às verbas do Programa Nacional de Segurança Pública e Cidadania (Pronasci). O Rio Grande do Sul lidera a distribuição de verbas do programa.
Abaixo, a entrevista com o ex-secretário à Zero Hora
Zero Hora - Por que o Rio Grande do Sul foi o mais beneficiado com o Pronasci ?
José Francisco Mallmann – O Rio Grande do Sul foi tratado de forma diferenciada. Temos problemas de déficits e dificuldades de orçamento. O mais importante, no entanto, foram os projetos que nós encaminhamos. Na minha gestão, enviei 145 projetos para o Ministério da Justiça. Foi o Estado que mais apresentou projetos para a União na área de segurança pública. Isso totaliza R$ 382 milhões e faz parte do planejamento estratégico que fizemos para a segurança pública do Estado.
ZH – O senhor vai assumirt um cargo no Ministério da Justiça nos próximos dias. Como será trabalhar do outro lado do balcão?
Mallmann – Quero ser o embaixador da segurança pública do Rio Grande do Sul em Brasília. Quero que esses projetos sejam aprovadas e que venham para cá os recursos para que tenhamos em breve aquilo que coloquei como meta: de tornarmos o Estado em dez anos uma referência.
ZH – O senhor acredita nesta meta mesmo tendo saído do comando da secretaria?
Mallmann – Vou acompanhar os nossos projetos de perto para que eles sejam viabilizados. Vou me colocar à disposição do atual secretário para ajudar. Quero ver esses projetos aprovados e que venham para o Rio Grande do Sul. Porque eu sou gaúcho. Deixei o planejamento praticamente pronto e espero que haja uma continuidade. Claro que cada um tem um jeito de ver a situação, e o novo secretário deverá fazer as adequações que ele entender ser necessário. Entendo que a espinha dorsal está aí. Se até 2010 chegarem os R$ 382 milhões imagine o que será a segurança pública.
ZH – O bom relacionamento que o senhor tem com o ministro Tarso Genro ajudou o Estado conseguir mais verbas da União?
Mallmann – Acredito que isso facilitou. Eu sou da Polícia Federal e pertenço ao Ministério da Justiça. Além disso, conheço os trâmites dentro do governo Federal. Quando cheguei na secretaria a União dizia que dinheiro tinha e o que não tinha era projeto. O que fizemos: invertemos a premissa.