Blog do Cavalcanti

Notícias, estudos e reflexões sobre o sistema penitenciário, violência, criminalidade, segurança pública, política e temas sociais

29

de
setembro

Posse de Mônica Pires

O superintendente dos Serviços Penitenciários, Paulo Roberto Zietlow, deu posse nesta segunda-feira em seu gabinete, a Mônica Pires da Silva como Corregedora-Geral da Susepe. Natural de São Jerônimo, funcionária desde 1997, e corregedora a partir de 2005, Mônica é bacharel em direito, pós-graduada em ciências políticas e em gestão penitenciária. Professora de Execução Penal e Direitos Humanos na Acadepol e na Escola Penitenciária, Mônica também foi diretora do Centro de Observação Criminológica e coordenadora dos monitores penitenciários do Departamento de Tratamento Penal da Susepe.

Paulo Zietlow, em seu pronunciamento, ressaltou a competência de Mônica e disse acreditar na harmonia dos departamentos, para o bom andamento do trabalho na Susepe. Mônica fez um brilhante discurso, enaltecento o importatante trabalho que deve desempenhar uma corregedoria atuante, independente e comprometida com a lei, contribuindo assim para uma boa imagem do sistema penitenciário. Agradeceu a confiança depositada pelo secretário Edson Goularte e pelo superintendente Paulo Zietlow e acrescentou: "empreenderemos esforços na construção de uma Corregedoria mais conciliadora”.

29

de
setembro

Cozinha Brasil na Penitenciária Feminina

A Susepe, em parceria com o Serviço Social de Indústria (Sesi), iniciou nesta segunda-feira, o curso de capacitação para 105 apenadas, dentro do Programa Cozinha Brasil. As detentas, que passaram por uma prévia triagem, irão aprender noções de educação alimentar e aproveitamento integral de produtos. As aulas vão acontecer toda esta semana, até o dia 03/10, em três horários: das 9h às 11h, das 13h às 15h e das 15h30min às 17h30min, com 35 presas por turno.

A iniciativa da Susepe, faz parte do Programa Estruturante Cidadão Seguro do Governo do Estado, dentro do Projeto Recomeçar, que trata da ressocialização de presos. Está inserido em várias metas do Pronasci (Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania), entre elas, a de educação, profissionalização, e assistência laboral. O Programa Cozinha Brasil, do Sesi, tem como objetivo a economia de 30% no uso de insumos para as refeições dos detentos, apresentando a melhor maneira de reaproveitar os excedentes.

Economia

A Susepe realizou, no início de junho, um programa piloto da Cozinha Brasil, com apenados da Penitenciária Modulada Estadual de Montenegro. Já em agosto, foi realizado nas dependências do Sesi, no bairro Anchieta, em Porto Alegre, o curso de capacitação para 12 nutricionistas do sistema penitenciário do Rio Grande do Sul, que estão repassando o conhecimento para os cozinheiros das unidades prisionais do Estado, que aplicado, trará economia de 30% no uso de insumos para as refeições dos detentos.

29

de
setembro

Ex-Secretário no Ministério da Justiça

José Francisco Mallmann retornará a Brasília para assumir uma nova função na Secretaria Nacional de Justiça. Ele foi convidado pelo Ministro da Justiça, Tarso Genro, para gerenciar a área de projetos da secretaria. 

Mallmann promete empenho dentro do ministério para que os projetos encaminhados pelo Estado sejam contemplados, principalmente em relação às verbas do Programa Nacional de Segurança Pública e Cidadania (Pronasci). O Rio Grande do Sul lidera a distribuição de verbas do programa.

Abaixo, a entrevista com o ex-secretário à Zero Hora

Zero Hora - Por que o Rio Grande do Sul foi o mais beneficiado com o Pronasci ?

José Francisco Mallmann – O Rio Grande do Sul foi tratado de forma diferenciada. Temos problemas de déficits e dificuldades de orçamento. O mais importante, no entanto, foram os projetos que nós encaminhamos. Na minha gestão, enviei 145 projetos para o Ministério da Justiça. Foi o Estado que mais apresentou projetos para a União na área de segurança pública. Isso totaliza R$ 382 milhões e faz parte do planejamento estratégico que fizemos para a segurança pública do Estado.

ZH – O senhor vai assumirt um cargo no Ministério da Justiça nos próximos dias. Como será trabalhar do outro lado do balcão?

Mallmann Quero ser o embaixador da segurança pública do Rio Grande do Sul em Brasília. Quero que esses projetos sejam aprovadas e que venham para cá os recursos para que tenhamos em breve aquilo que coloquei como meta: de tornarmos o Estado em dez anos uma referência.

ZH – O senhor acredita nesta meta mesmo tendo saído do comando da secretaria?

Mallmann – Vou acompanhar os nossos projetos de perto para que eles sejam viabilizados. Vou me colocar à disposição do atual secretário para ajudar. Quero ver esses projetos aprovados e que venham para o Rio Grande do Sul. Porque eu sou gaúcho. Deixei o planejamento praticamente pronto e espero que haja uma continuidade. Claro que cada um tem um jeito de ver a situação, e o novo secretário deverá fazer as adequações que ele entender ser necessário. Entendo que a espinha dorsal está aí. Se até 2010 chegarem os R$ 382 milhões imagine o que será a segurança pública.

ZH – O bom relacionamento que o senhor tem com o ministro Tarso Genro ajudou o Estado conseguir mais verbas da União?

Mallmann – Acredito que isso facilitou. Eu sou da Polícia Federal e pertenço ao Ministério da Justiça. Além disso, conheço os trâmites dentro do governo Federal. Quando cheguei na secretaria a União dizia que dinheiro tinha e o que não tinha era projeto. O que fizemos: invertemos a premissa.

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