Blog do Cavalcanti

Notícias, estudos e reflexões sobre o sistema penitenciário, violência, criminalidade, segurança pública, política e temas sociais

26

de
setembro

Formatura GAES

Hoje pela manhã houve a formatura da primeira turma do Grupo de Ações Especiais da Susepe (GAES), no Ginásio de Esportes da Academia de Polícia Militar. Estiveram presentes o secretário da SSP, Edson Goulart, Mônica Pires da Silva, representando o superintendente Paulo Zietlow, o subcomandante Geral da Brigada Militar, João Carlos Trindade Lopes, e o delegado Francisco Tubelo, representando o chefe de Polícia.

Foram 36 formandos que assistiram aulas no período de 08 a 25 de setembro. Eles foram preparados para o enfrentamento de situações adversas e para ações específicas ditadas pela natureza do evento. As aulas foram ministradas por docentes da ESP.

Este foi um passo importante para proporcionar futuramente a criação de um grupamento para o enfrentamento de crises e realizar operações especiais. Atualmente somos dependentes da Brigada Militar, que possui o Batalhão de Operações Especiais (BOE) sempre que necessitamos atuação especial nos estabelecimentos penais.

Parabéns aos formandos e aos idealizadores do curso.

26

de
setembro

Mais Uma Interdição?

O Ministério Público, através da Comissão de Execuções Criminais (CEC), estuda uma ação para conter superlotação do Presídio Central, que abriga por volta de 4,7 mil presos em uma área com a capacidade para receber apenas 1,5 mil detentos. Nesta semana, o promotor Gilmar Bortolotto faz levantamento das condições dos apenados. O estudo deve embasar um pedido à Justiça nos próximos dias.

A situação está fora de controle, insuportável – avalia o promotor

26

de
setembro

Desfile de Moda na Penitenciária Feminina Sueca

Notícia na Folha de São Paulo

Suécia lança coleção de moda para presidiárias

As penitenciárias femininas da Suécia vão aposentar os uniformes cinzas e unissex das detentas para lançar uma nova "moda-prisão", que será confeccionada pelas próprias prisioneiras sob a marca "Made in Jail" ("Feito na Prisão").

A pedido do Sistema Penitenciário sueco, alunos da principal escola de design de Estocolmo, a Beckmans Designhögskola, criaram uma coleção especialmente dedicada às prisioneiras, que vão agora confeccionar os novos modelos na prisão com a ajuda de profissionais da moda.

"O impacto está sendo extremamente positivo", disse à BBC Brasil o gerente do projeto na Beckmans Designhögskola, Sverker Bergström.

"As prisioneiras estão entusiasmadas, e isto com certeza terá um efeito benéfico para elas", acrescentou ele.
Em vez dos sombrios e amorfos uniformes, as prisioneiras passarão a ter um guarda-roupa colorido e variado. A nova coleção, apresentada esta semana na penitenciária de Färingsö, nos arredores da capital sueca, inclui saias, vestidos e conjuntos em cores como o amarelo, lilás e azul-claro.

O gerente do projeto conta que 12 alunos da Beckmans Designhögskola passaram dois meses entrevistando quase cem detentas nas cinco penitenciárias femininas da Suécia, antes de desenhar a coleção.

"Queríamos ouvi-las, saber o que elas gostam de vestir, ter uma noção do seu estilo. E a reação foi fantástica. As detentas diziam, ‘finalmente alguém pergunta nossa opinião’", conta Bergström.

Numa segunda fase, os estudantes confeccionaram uma amostra de 24 modelos de roupas, que foram então enviados às prisões para a aprovação das detentas.

Os modelos são simples, e serão confeccionados em jersey e algodão orgânico. Sverker Bergström explica que a simplicidade dos modelos é importante, uma vez que as roupas serão costuradas pelas próprias prisioneiras.

As roupas da coleção também possuem alguns detalhes que vão permitir às detentas fazer pequenas alterações de estilo.

"Dessa forma, elas terão a possibilidade de expressar sua própria individualidade e melhorar sua auto-estima", diz o gerente.

A idéia de encomendar a coleção de roupas para as detentas partiu do diretor-geral do Sistema Penitenciário da Suécia, Lars Nylén.

"As roupas que as prisioneiras usam nas penitenciárias são horríveis, e não contribuem em nada para melhorar a maneira como essas mulheres vêem a si mesmas. Por isto decidimos mudá-las", diz o diretor.

"Muitas das mulheres que entram na prisão estiveram envolvidas com drogas e prostituição. Elas foram altamente marginalizadas, sofrem de baixa auto-estima e normalmente estão em más condições físicas."

"Elas precisam de apoio"

"Estas mulheres precisam de todo o apoio possível para abandonar a criminalidade e as drogas, e transformar suas vidas. Penso que este processo pode ser auxiliado através da moda", acrescenta Nylén.

A confecção da nova coleção de roupas, segundo o diretor, vai também proporcionar às detentas um novo aprendizado, que as ajudará na vida após a prisão.

"Dando às detentas treinamento e um trabalho para fazer, damos também sentido aos seus dias, além de um ambiente social", destaca o diretor do Sistema Penitenciário sueco, que sob o selo "Made in Jail" estimula ainda a criação de outros produtos fabricados em linhas de produção das prisões suecas.

"Elas não estarão trabalhando para os guardas ou para o governo, estarão trabalhando para si próprias, aprendendo novas atividades que poderão ser úteis no mundo exterior", acrescenta ele.

A iniciativa também vai representar uma economia para os cofres da penitenciária.

Segundo Lars Nylén, como as roupas serão confeccionadas com materiais simples pelas próprias prisioneiras, elas terão roupas muito melhores, por um custo inferior aos gastos com uniformes tradicionais.

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