6
de
setembro
Com a Palavra, Nício Brasil Lacorte
Servidor quer despolitizar o órgão
Para o ex-superintendente da Susepe, Nício Brasil Lacorte, a solução da crise na instituição passa por uma despolitização do órgão, com um funcionário do quadro assumindo o comando da pasta. Lacorte foi titular da Superintendência entre os anos de 1997-98, e considerou inadmissível ocorrer discussão entre o superintendente e um subordinado e isto se tornar público, referindo-se ao Relatório Serpa. ‘O corregedor é subordinado ao superintendente e deveria prestar contas e ele’, diz Lacorte.
Outro problema apontado por Lacorte é uma suposta falta de autonomia do secretário Edson Goularte. Lacorte, que atualmente é presidente da Associação dos Delegados da Polícia Federal no RS, acusa a Casa Civil de criar obstáculos para admitir os indicados para a Segurança Pública. ‘Esta semana, ele tentou colocar o chefe de gabinete na Susepe, mas foi barrado’, lembra. ‘O maior equívoco foi não manter Geraldo Bertollo na Susepe’, lamenta, dizendo que Goularte tentou mantê-lo no cargo, após uma conversa com Bertollo, mas o governo alegou que ‘o superintendente demissionário tinha pedido para sair e não teria mais volta’.
Lacorte considera urgente nomear um servidor do quadro para superintendente, pois a instituição tem um quadro qualificado e, pelo menos, cinco funcionários poderiam ocupar o posto. ‘São pessoas que sabem o que têm de fazer e conhecem a Superintendência’, diz.
Meu comentário:
Essa matéria saiu no Correio do Povo dominical. Concordo com o Lacorte quando diz que o superintendente tem que ser do quadro de servidores e que temos profissionais capacitados para isso. Só não concordo com a sua opinião de que o Geraldo Bertollo não deveria ter saído, pois, na minha opinião, ele estava trilhando caminhos equivocados.



