30
de
agosto
Visitas do Delegado
Ontem visitei a Casa do Albergado Padre Pio Buck (CAPPB) e depois no Instituto Psiquiátrico Forense (IPF).
CAPPB
No Pio Buck encontrei uma casa prisional com sérios problemas de superlotação combinada com pouca atividade aos apenados. Acontece que é um estabelecimento que foi projetado para funcionar apenas como um albergue, para detentos do regime aberto, porém, hoje a maioria cumpre pena em regime semi-aberto. Atualmente a lotação fica em torno de 600 presos, sendo que pouco mais de 400 ficam recolhidos, sem autorização judicial para trabalharem fora. Essa massa carcerária só se mantém sob controle pelo interesse que os apenados têm de permanecer em Porto Alegre. Não fosse isso, o problema para controlá-los seria imenso.
O Pio Buck há alguns anos vinha sendo um problema para a adminsitração da Susepe, porém a atual direção, comandada pelo Agente Penitenciário Paulo Ricardo Hennes Pires, está desempenhando um brilhante trabalho, em que pese as dificuldades inerentes às características do estabelecimento.
IPF
No IPF verifiquei o problema do escoamento do esgoto cloacal, que precisa ser resolvido o mais rápido possível, pois está transbordando para a área externa do Instituto. Há risco de interdição da casa e isso já foi comunicado às instâncias superiores, porém a liberação de recursos financeiros na superintendência tem sido sempre lenta, independentemente de haver ou não urgência. Isso quando liberam, pois geralmente recebo de forma simples e burocrática a informação: NÃO HÁ DINHEIRO. É simples dizer isso para quem não está trabalhando no meio da merda, desculpem a expressão. A Susepe só existe em função das casas prisionais, isso parece o cúmulo da obviedade. Mas infelizmente, alguns ainda não aprenderam isso e pelo jeito, nunca aprenderão. Do jeito que está, caminharemos para o caos no sistema, no que se refere à manutenção, se é que já não estamos nele.

