29
de
julho
E os Louros Vão Para a Brigada Militar
A Brigada Militar assumiu ontem a sexta cadeia no Estado. Trata-se da Penitenciária Industrial de Caxias do Sul, já que os servidores penitenciários radicalizaram na greve ao não conceder o direito dos presos de receber seus vistantes.
É a primeira vez que a Brigada Militar assume a segurança externa e interna da Penitenciária Industrial de Caxias, além de continuar realizando os serviços administrativos. A direção da cadeia entregou o comando da unidade aos PMs.
Os servidores fizeram uma reunião na tarde de ontem com representantes do governo estadual, mas as negociações não avançaram. O novo secretário da Segurança Pública, Edson de Oliveira Goularte, não participou do encontro, assim como integrantes da Susepe.
Além da troca de comando na penitenciária de Caxias do Sul, estão sob a responsabilidade de PMs as prisões de Alegrete, Bagé, Cachoeira do Sul, Rio Grande e Santana do Livramento. Hoje, a governadora Yeda Crusius e o novo secretário da Segurança Pública devem estar em Caxias do Sul para anunciar a data da inauguração do novo presídio erguido no município. Os dois devem visitar as dependências da nova prisão.
O Comando Regional de Policiamento Ostensivo da Serra retirou ontem 25 PMs do Pelotão de Operações Especiais das ruas para atuar na Penitenciária Industrial. Os brigadianos ficarão na unidade até os agentes, auxiliares e monitores reassumirem suas funções. O chefe do policiamento na Serra, coronel Jones Barreto dos Santos, recebeu pela manhã a notícia de que os agentes iriam interromper todas as atividades e entregariam o comando da unidade.
Logo após o meio-dia, iniciou-se a transição de todas as funções internas da cadeia. A primeira atividade da direção militar foi chamar os representantes dos presos e garantir que as visitas nas quartas-feiras e nos finais de semana seriam mantidas, e os traslados para as audiências, retomados. Em média, 15 presos são levados diariamente para audiências na Justiça. Esse trabalho havia sido suspenso no início da greve dos servidores da Susepe.
— Vamos manter todos os serviços. Os presos não serão prejudicados. Queremos que o período em que ficaremos no comando da penitenciária seja tranqüilo e sem problema de segurança _ afirmou o coronel Jones.
Vejam o resultado que este movimento grevista radical alcançou! Irresponsavelmente, ilegalmente e infantilmente entrega a outra corporação a tarefa de manter a ordem nos presídios do Estado. Queriam ver o circo pegar fogo e conseguiram. Isso em um sistema peniteniário, que a despeito de todas as carências, vinha sendo mantido sob absoluto controle, graças ao trabalho da nossa sofrida categoria. Entretanto, um bando de incendiários está pondo tudo a perder.
Aguardem e verão os resultados disso.

