15
de
julho
Sequestro
Três dias após ser levada da frente da farmácia de seu pai, nesta capital, a administradora de empresas Margarete do Amaral Rohde, 27 anos, foi libertada ao meio-dia de ontem, após brilhante atuação de agentes da Delegacia de Roubos. Ela estava em um quarto de motel em Carazinho, às margens da BR 386.
Na operação foi preso o seu seqüestrador, Artur Orling, 25 anos, que exigia um resgate em dinheiro para libertá-la. Ao usar o carro de Margarete na fuga após o seqüestro, realizado às 13h de sexta-feira, Artur deixou um rastro de pistas que auxiliou a polícia a localizá-lo, com a vítima e o automóvel.

Sequestrador detido
Artur já havia tido a prisão preventiva decretada por um homicídio ocorrido em maio, nas proximidades da mesma BR-386. O criminoso é suspeito de - horas depois de balear um motorista em roubo de veículo, em Carazinho, no dia 10 de maio - ter matado a namorada, uma adolescente de 15 anos, que estaria grávida. O corpo da garota foi localizado às margens da rodovia com marcas de cinco disparos.
Bela ação da polícia, que em pouco tempo, com técnica e profissionalismo certamente salvou a vida da administradora.
O difícil é aceitar que um bandido como esse, capaz de cometer crimes hediondos, vá para a cadeia aguardar a provável condenação, mas após cumprir pequena parte da pena total, ir para o regime semi-aberto, voltando a se tornar perigosa ameaça à sociedade. Tipos como esse, não deveriam poder sair tão facilmente da prisão. Caso assim fosse, a sociedade certamente estaria mais segura.

