Blog do Cavalcanti

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12

de
julho

Outro Bandido Solto

E essa lei que permite a progressão de regime para qualquer bandido fazendo das suas novamente. E a sociedade ameaçada. O comparsa do Seco, conhecido como Teco, desde o dia 11 de maio está foragido, da Colônia Penal Agrícola, após ter sido beneficiado JUDICIALMENTE com a progressão do regime. Teco estava cumprindo pena na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (estabelecimento que recolhe os bandidos de alta periculosidade) e com a progressão foi para a Colônia Penal Agrícola (CPA).

No Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), em Porto Alegre, os policiais acreditam que o criminoso permanece ativo e poderá até articular uma nova série de ataques contra carros-fortes e bancos. Teco foi preso em 15 de maio de 2004 pelos agentes do Deic, quando almoçava em um shopping de Canoas. Na época, o bandido estava sendo procurado por suspeita de participar dos ataques contra carros-fortes ocorridos nas cidades de São Francisco de Paula, Venâncio Aires, Nova Petrópolis e Barra do Ribeiro, além de assaltos contra postos de pedágio entre Lajeado e Santa Cruz do Sul. A quadrilha teria roubado ainda agências bancárias de Riozinho e Guaporé. Ele já foi procurado em SC e PR, onde a quadrilha de carros-fortes também agia no passado.

Parece brincadeira essa lei neste país e a forma como é aplicada. Qualquer bandido consegue ter facilitada a sua fuga, alicerçado na Lei de Execução Penal e em juízes pouco integrados com a realidade social. Por aqui, basta implementar o tempo e os juízes progridem o regime dos bandidos para o semi-aberto. Daí para a liberdade, é questão de algumas horas. É só o que pretendem. Abreviar a liberdade para poderem voltar a delinqüir. Aos doutos juízes, não importa se os pareceres da administração penitenciária em relação  aos principais bandidos são contrários à progressão. Se os bandidos implementaram o tempo, progridem. E o pior é que, quando estes fugitivos são recapturados, cumprem uma sanção disciplinar de no máximo 30 dias e retornam ao semi-aberto, pois os juízes da comarca de Porto Alegre invariavelmente não regridem o regime. É lógico que estes apenados fogem novamente e assim acontece sucessivamente. A sociedade "agradece" a consideração.

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