5
de
julho
Pão dos Pobres Adota Padrinhos
Além da praticidade ao doador, outra vantagem da adoção virtual é o fato de ela preservar o vínculo dos abrigados com sua família de origem. No caso do Pão dos Pobres, a maioria dos 200 residentes mantém algum vínculo familiar e passa o fim de semana em casa. Ao chegar à etapa dos cursos técnicos, por exemplo, os adolescentes começam a ganhar uma bolsa mensal de um salário mínimo - e muitos acabam se tornando a única fonte de sustento da família.
- Não queremos tirá-los da família. Queremos, sim, é que eles retornem para casa com condições de ser uma nova referência familiar e possam se sustentar sozinhos. Fazemos um trabalho preventivo, impedindo que essas crianças fiquem nas ruas - diz Irmão Valério Menegat, diretor da instituição.
De maneira informal, a adoção das 600 crianças e adolescentes, alunos do Pão dos Pobres, já ocorre há décadas. A instituição tem duas madrinhas ilustres, como a empresária Nora Teixeira e a pediatra Rita Suzana Camargo Souto.
Nora e as duas filhas, Julia e Victória, são responsáveis pelo sustento de seis meninos. Periodicamente, elas visitam a instituição e fazem atividades festivas para os adolescentes. Rita sustenta a formação de um dos residentes do Pão dos Pobres há mais de 10 anos e, no ano passado, bancou a compra dos uniformes para todos os internos.
- Ter um padrinho é um estímulo a mais para os meninos, que passam a cultivar a gratidão e recompensar com o próprio esforço a ajuda que recebem - acredita a médica.
As alternativas para quem quer ajudar

