27
de
junho
Tráfico de Drogas na América Latina
Relatório da ONU alerta para maior ação do tráfico no Brasil
Estudo divulgado ontem em Nova York, mostra que o crescimento das atividades de grupos de traficantes pode ser a causa do aumento do consumo de cocaína no país
Esta foi a conclusão do Relatório Mundial sobre Drogas 2008, divulgado ontem pelo Escritório de Repressão a Drogas e Crimes da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.
- Relatos de atividades crescentes de grupos de traficantes de cocaína nos Estados do Sudeste indicam que pode haver uma maior disponibilidade de cocaína nessas áreas - alerta o estudo das Nações Unidas.
Segundo o levantamento, o território do Brasil está sendo cada vez mais explorado pelo crime organizado, que procura pontos de trânsito para carregamentos de cocaína da Colômbia, da Bolívia e do Peru à Europa.
- Isso provavelmente trouxe mais cocaína ao mercado local - sugere o relatório.
O resultado foi um aumento bastante significativo no consumo da droga no país, de 2001 para 2005. Em 2001, cerca de 0,4% dos brasileiros entre 12 e 65 anos haviam consumido cocaína nos últimos 12 meses. Em 2005, esse número subiu para 0,7% - cerca de 870 mil pessoas.
- É o segundo maior mercado de cocaína nas Américas, atrás dos EUA (cerca de 6 milhões de pessoas) - informa o documento da ONU.
Conforme o relatório, mais do que nunca, as autoridades que lutam na guerra mundial contra as drogas enfrentam verdadeiros insurgentes. Em todo o mundo, o cultivo ilícito de ópio e coca - as matérias-primas da heroína e da cocaína - aumenta à medida em que milicianos na Colômbia, no Afeganistão e em Mianmar (antiga Birmânia) consolidam seu controle sobre regiões importantes de cultivo.
- A explosão dos narcóticos nessas áreas se explica pela presença dos insurgentes e a proteção que oferecem - afirma o chefe da agência da ONU, Antonio María Costa.
Produção de coca subiu na América do Sul
No relatório, o escritório da ONU vincula diretamente o ópio e a coca aos milicianos do Afeganistão, aos guerrilheiros da Colômbia e a grupos étnicos rebeldes em Mianmar.
Na América do Sul, onde a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) luta há décadas contra o governo colombiano, a produção de coca aumentou 27% no ano passado, informa o relatório. A maior parte da droga provém de regiões controladas pelos insurgentes, "como ocorre no Afeganistão," detalha Costa.
Quem ainda duvida que milíicias como as FARC são intimamente ligadas ao tráfico de drogas? Não tem nada de revolucionárias, não defendem nenhuma ideologia política, apenas pretendem controlar áreas estratégicas nos países, para ali cultivarem a matéria-prima da cocaína e heroína, coca e ópio, respectivamente.
E ainda há pessoas que defendem esses grupos como sendo revolucionários.
E o MST é o quê? É muito bom que sejam investigados, pois a pretensão daquele grupo é a de invadir e comandar áreas estratégicas no país. Não se vê no MST intenções de ganharem terra para plantar, defendendo a sua função social. Que o Ministério Público investigue a fundo o movimento, que há muito deixou de ser uma questão meramente política. Pode ser que seja na verdade um caso de polícia, e dos grandes.
Clicar abaixo para ver o que diz o relatório sobre o Brasil

