26
de
junho
Visita
Hoje à tarde estive em Canoas, visitando uma fábrica de penitenciárias. Fui acompanhando o superintendente Geraldo Bertolo, o ex-superintendente Djalma Gautério, o superintendente substituto Antonio Bruno Trindade, mais o arquiteto Paulo Ribeiro e o assessor jurídico Gilmar Silveira.
A fábrica utiliza um sistema de fabricação de celas pré-moldadas com materiais altamente resistentes na alvenaria. Conseguem construir um presídio para mais de 300 detentos em seis meses, enquanto que a construção de uma penitenciária desse porte, utilizando os métodos tradicionais duraria uns três anos até sua conclusão.
O projeto é de autoria de estudantes e profissionais da área de engenharia da ULBRA. É uma pena que um projeto gaúcho nunca tenha gerado nenhum estabelecimento penal aqui no Estado. Há penitenciárias construídas em Santa Catarina, Minas Gerais, Espírito Santo, Maranhão e outros. O de Maranhão foi incluído pela CPI do Sistema Carcerário como um dos dez melhores do país.
Duas grandes vantagens: o tempo de construção e a resistência do material da alvenaria. Na fábrica há modelos de celas construídas, exatamente como são entregues na construção das penitenciárias.
Agora, o trabalho é conseguir recursos e driblar a burocracia para que possamos o mais rápido possível gerar vagas no sistema penitenciário gaúcho, utilizando este projeto local.

