31
de
maio
Implosão do PCPA
Central pode ser demolido
Proposta será apresentada na terça-feira para a governadora Yeda
A demolição dos pavilhões que abrigam mais de 4,4 mil detentos no Presídio Central, na Capital, é uma das três propostas apresentadas pela Superintendência dos Serviços Penitenciários aos técnicos do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) para acabar com a superlotação na maior casa prisional do Estado.
- É um dos projetos - confirmou o superintendente dos Serviços Penitenciários, Geraldo Bertolo, questionado por Zero Hora na noite de ontem.
O superintendente ressalta que há outras propostas e a decisão final ficará a cargo da governadora Yeda Crusius, que receberá as propostas na terça-feira. Ela definirá quais serão acatadas.
- A própria CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito do Sistema Carcerário da Câmara dos Deputados) levantou isso, de que tem que desmanchar - explicou o superintendente.
Nos bastidores da Secretaria da Segurança Pública, a proposta é tida como a mais cotada. O projeto prevê o remanejamento dos presos para cinco novas unidades, a serem construídas na Capital e em outras cidades da Região Metropolitana. Seriam novos presídios, além dos já confirmados para serem levantados no Estado.
Ministro Tarso Genro deu sinal verde para a mudança
A nova ala do Central, que deve ser concluída em julho e tem capacidade para abrigar 500 detentos, seria usada para abrigar jovens presos, entre 18 e 24 anos. Apenas a área hoje destinada ao setor administrativo ficaria de pé. Os seis pavilhões divididos em 16 galerias seriam destruídos por não oferecerem mais condições de uso: a estrutura dos prédios e as instalações elétricas estariam em condições precárias, sendo a reforma mais cara do que a construção de novas unidades.
O sinal verde foi dado pelo ministro da Justiça, Tarso Genro. Segundo o secretário-executivo do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), Ronaldo Teixeira, o ministro determinou que os técnicos do Depen buscassem em conjunto com a Susepe uma alternativa para acabar com a superlotação do Central. A deliberação levou o diretor do Depen, Maurício Kuehne, a tratar pessoalmente do assunto em encontro com o secretário da Segurança Pública, José Francisco Mallmann.
- Nós temos recursos neste ano para isso. Poderemos incluir o projeto no Pronasci ou no próprio Fundo Penitenciário Nacional - afirmou Teixeira.
No próximo dia 12, quando o ministério anuncia os novos projetos a serem contemplados pelo Pronasci, os primeiros recursos para reestruturação do Central já devem ser anunciados.
Questionado sobre a destruição dos pavilhões do Central, Mallmann preferiu a discrição:
- Não tem nada certo, estamos em tratativas com o governo federal.
Superlotados
Presídio Central
Capacidade: 1.597 vagas
Lotação: 4.403 detentos
No Estado
Capacidade: 16.430 vagas
Lotação: 26.482 detentos, sendo 25.255 homens e 1.227 mulheres
Déficit: 10.052 vagas

