26
de
maio
BM x PC
E a briga continua.
Entidades culpam comando pela crise nas polícias
A confusão de atribuições entre Polícia Civil e Brigada Militar, que estaria ocorrendo no Vale dos Sinos e em outras regiões, não é culpa de agentes e soldados, pois estes recebem ordens superiores. A avaliação é da Ugeirm-Sindicato e Abamf, que fazem parte das entidades que representam as categorias. ‘O problema está no comando das corporações’, afirma Leonel Lucas, presidente da Abamf, que defende os soldados. ‘Não é nas ruas que a rivalidade ocorre’, complementa Isaac Ortiz, presidente da Ugeirm-Sindicato, que abrange os agentes. Lucas constata que os ‘policiais militares e agentes se dão muito bem nas ruas’ e considera que há ‘briga de comandos’ e o soldado que não obedece é punido.
Ortiz acredita que a maior prejudicada será a população. ‘Não existe rivalidade histórica no Interior, onde um precisa do outro.’ Reconhece que há casos de ocorrências e vítimas sendo levadas para os quartéis antes das delegacias, mas assegura que a culpa é ‘de quem manda’ e da precariedade de condições de trabalho e de efetivo nas corporações. A solução, acrescenta, estaria apenas em cumprir o que diz a lei. ‘Delegados e oficiais não se acertam’, conclui, revelando ainda que muitos agentes exercem funções dos próprios delegados.
Os 14 delegados da região do Vale dos Sinos redigiram um documento de 200 páginas e citaram ‘excesso de autoridade e confusão entre as atribuições de cada corporação’. O dossiê foi enviado pela 3ª DRM de São Leopoldo ao Palácio da Polícia, ao Comando da BM e à SSP. O secretário José Francisco Mallmann deve presidir hoje reunião com o comando das duas corporações.

