29
de
abril
Serviço Externo
Presos faltam ao trabalho externo.
Susepe pretende firmar parceria para fiscalização
Um levantamento da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) revela que de 25% a 30% dos 425 presos dos regimes aberto e semi-aberto na Capital não comparecem regularmente ao trabalho. No Interior, o índice varia de 10% a 15% dos 3.560 apenados. Fora da Capital, a maior incidência é em Charqueadas e Venâncio Aires. A Susepe intensificou nos últimos dias um trabalho criado no ano 2000: uma equipe de fiscalização do serviço externo. O corregedor Mário Santa Maria Júnior informa que, somente na Capital, entre 15 e 20 detentos são fiscalizados nos seus locais de trabalho. Caso o preso não esteja trabalhando, ele responde a um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD). Dependendo das justificativas e da reincidência, pode ocorrer regressão de regime. Em muitos casos, o próprio empregador não comunica a Susepe. Segundo o corregedor, as desculpas apresentadas são as mais variadas. Na semana passada, em apenas um dia, a equipe constatou que sete presos não foram trabalhar. O temor é de que alguns possam estar envolvidos em crimes. Provavelmente neste ano deverá ser firmado um convênio com órgãos como as polícias Militar e Civil e o Ministério Público, para uma parceria na fiscalização dos detentos.

