28
de
abril
Problemas no Albergue
Corregedoria da Susepe pede afastamento de funcionários do Pio Buck por irregularidades
Albergue tem capacidade para 290 presos, mas abriga 600 apenados
A Corregedoria da Superintendência dos Serviços Penitenciários do Rio Grande do Sul (Susepe) entrega nesta segunda-feira um relatório pedindo o afastamento da direção e de funcionários do Albergue Pio Buck, em Porto Alegre. Segundo o corregedor-geral, José Hermílio Serpa, haverá uma reciclagem na casa que abriga presos do regime semi-aberto. O documento precisa ser assinado pelo superintendente, Geraldo Bertolo. Na sexta-feira, a reportagem da Rádio Gaúcha divulgou irregularidades que foram apontadas por presos, familiares e até funcionários do Pio Buck. Segundo os relatos, são casos de abuso de poder, violência e corrupção por parte da direção. A nova direção assumiu o cargo no mês de janeiro. Haveria ainda cobrança de propina para a liberação de detentos, contratação de presos para serviços particulares, com a promessa de liberá-los do albergue, além de violência a quem é contra o esquema. Um grupo de familiares reclama que existe diferença nos pedidos de progressão de regime para alguns apenados. A Corregedoria da Susepe também tomou conhecimento das reclamações e instalou uma sindicância para apurar as irregularidades. O albergue abriga mais de 600 presos do regime semi-aberto, mas a capacidade é para 290 apenados. Em média, dois detentos fogem do Pio Buck por dia. Contatos realizados pelo Delegado: Hoje fiz contato com o Superintendente, Dr. Geraldo Bertolo e após, com o Corregedor-Geral, Dr. José Serpa, ocasião em que me foi informado haver elementos colhidos em averiguação que este Delegado solicitou à Corregedoria, que embasam a decisão - que ficará a cargo do Superintendente - de afastar alguns servidores que atualmente atuam naquela casa prisional.

