Blog do Cavalcanti

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26

de
março

Brigada Militar x Polícia Civil, Mais um Confronto

Uma polícia que deveria ser uma só, unificada e bem comandada, mas que ainda possui duas corporações que para piorar as coisas ficam brigando por espaço. E a qualidade dos serviços prestados?

Procedimentos em flagrantes provocam discórdia

Nas últimas semanas, os balcões dos plantões das duas delegacias de polícia de pronto atendimento (DPPAs) da Capital separaram em lados opostos policiais civis e militares, que parecem medir forças quando o assunto é flagrante de suspeitos.
Os primeiros reclamam que seus colegas de farda querem assumir funções restritas à polícia judiciária, como a apresentação informal de suspeitos detidos às vítimas para reconhecimento prévio antes da condução deles à Polícia Civil. O procedimento exporia a vítima. Para os policiais civis, o reconhecimento formal do suspeito deve ser feito na delegacia, em área apropriada, para evitar represálias.
Os brigadianos reclamam do tempo perdido nas duas delegacias durante as autuações em flagrantes. Os PMs querem que os delegados plantonistas respeitem o que determina a Lei Federal 11.113, de 13 de maio de 2005, que estabelece que o condutor do preso e as testemunhas sejam liberados depois do depoimento.
Atualmente, todos têm de aguardar até o final dos depoimentos dos envolvidos para irem embora. O procedimento teria motivado que, na madrugada de segunda-feira, cinco PMs deixassem uma vítima de furto e o criminoso capturado por ela sozinhos na 1ª DPPA. O grupo de policiais se recusou a servir de testemunha, seguindo orientação de superiores que exigiram que os PMs voltassem para o policiamento ostensivo, pois a prisão havia sido feita pelo próprio cidadão.

BM analisará casos, e Polícia Civil reforçará delegacia

Ontem, os chefes das duas instituições propuseram novas rotinas para evitar desentendimentos. O comandante-geral da BM, coronel Nilson Bueno, explicou que tentará racionalizar a condução de suspeitos às DPs:

- Não há crise. Mas vou baixar uma portaria que cria uma rotina: antes de encaminhar alguém à delegacia, a guarnição que fez a prisão avisará o oficial de serviço que avaliará se é caso de flagrante. Isso servirá para auxiliar o serviço do delegado (evitando conduções desnecessárias às DPPAs).

A Polícia Civil retribuiu com a criação de uma estrutura que permitirá quatro flagrantes simultâneos na 3ª DPPA (Navegantes), responsável pelos casos na Zona Norte ou narcotráfico.

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